O câncer de mama é o segundo câncer mais frequente entre as mulheres no Brasil, depois apenas do câncer de pele não melanoma. E, embora seja mais frequente com o avanço da idade, ele pode acontecer em diferentes fases da vida.
A boa notícia é que o diagnóstico precoce faz muita diferença. Quando o câncer de mama é descoberto em estágios iniciais, as taxas de cura podem ultrapassar 95%, além de haver maior possibilidade de tratamentos menos agressivos e de preservação da mama.
Mas aí surge uma dúvida bastante prática: quais exames fazer e a partir de que idade?
Mamografia: a partir de que idade?
A mamografia permite identificar alterações muito pequenas nas mamas, inclusive antes que sejam percebidas pelo toque.
A partir dos 40 anos, a recomendação das principais sociedades médicas brasileiras é realizar a mamografia anualmente, mesmo para mulheres sem sintomas e com risco habitual para câncer de mama.
Antes dessa idade, o exame pode ser indicado em situações específicas, de acordo com o histórico familiar, fatores de risco ou alguma alteração que precise ser investigada.
Por isso, a idade para começar e a frequência dos exames devem considerar também a orientação do profissional de saúde que acompanha você.
E o ultrassom das mamas?
O ultrassom pode ser solicitado para avaliar determinadas alterações encontradas no exame clínico ou na mamografia e também pode ser útil em situações específicas.
Mas ele não substitui a mamografia. Os dois exames fornecem informações diferentes, e a indicação depende de cada caso.
Quando a ressonância magnética é indicada?
A ressonância magnética das mamas não faz parte do rastreamento de rotina para todas as mulheres. Ela pode ser indicada, por exemplo, para mulheres com risco aumentado para câncer de mama ou para complementar a investigação de alguma alteração identificada em outros exames.
E quem tem casos de câncer de mama na família?
Ter casos de câncer de mama na família não significa necessariamente ter alto risco. Mas algumas situações podem exigir um acompanhamento diferente, especialmente quando há parentes próximos que tiveram a doença ou diagnósticos em idades jovens.
Nesses casos, os exames podem começar antes dos 40 anos e o acompanhamento pode incluir mamografia, ultrassom ou ressonância magnética, de acordo com a avaliação médica.
Prevenção também faz diferença
Nem todos os fatores de risco para o câncer de mama podem ser modificados. Idade, características genéticas e histórico familiar, por exemplo, não dependem das nossas escolhas.
Mas alguns hábitos estão associados à redução do risco. O INCA estima que cerca de 17% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com hábitos saudáveis, como praticar atividade física, manter o peso corporal adequado e evitar o consumo de bebidas alcoólicas.
É importante diferenciar as duas coisas: hábitos saudáveis ajudam na prevenção; exames como a mamografia ajudam na detecção precoce.
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