Lúpus: o que é, sintomas e diagnóstico 

Fevereiro Roxo é o mês de conscientização sobre doenças crônicas como Alzheimer, fibromialgia e lúpus, uma condição autoimune que ainda é cercada de dúvidas, mitos e diagnósticos tardios. 

O lúpus não é uma doença rara, mas é uma doença que pode se manifestar de maneira diferente de pessoa para pessoa. Por isso, é importante conhecer os sinais e entender como funciona o diagnóstico, que depende tanto da avaliação clínica quanto de exames laboratoriais específicos. 

O que é o Lúpus? 

O Lúpus é uma doença autoimune, ou seja, uma condição em que o sistema imunológico passa a atacar o próprio corpo, como se ele fosse uma ameaça externa. Ele pode afetar pele, articulações, rins, pulmões, coração e sistema nervoso, dependendo do caso. 

Existem diferentes tipos de lúpus, mas o mais comum é o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), que pode ter manifestações variadas e até intermitentes (crises e remissões). 

Apesar de não ter cura, o Lúpus tem tratamento e, quando bem acompanhado, permite uma vida ativa, com qualidade. 

Quais são os sintomas mais comuns? 

Os sintomas podem aparecer de forma isolada, leve ou difusa, o que torna o diagnóstico mais difícil no começo. Os principais são: 

  • Cansaço excessivo, mesmo sem esforço 
  • Dores nas articulações, especialmente com rigidez matinal 
  • Manchas na pele, que pioram com o sol (muito comum a clássica “mancha em asa de borboleta” no rosto) 
  • Febre baixa e recorrente, sem causa infecciosa aparente 
  • Queda de cabelo, mais intensa do que o normal 
  • Feridas na boca que não cicatrizam 
  • Sensibilidade à luz solar 
  • Inflamações nos rins ou alterações urinárias (em casos mais graves) 

Como os sintomas são variados, é comum que o Lúpus seja confundido com outras doenças, ou que os sinais sejam atribuídos ao estresse, ao cansaço ou a desequilíbrios hormonais. 

Como é feito o diagnóstico? 

Não existe um exame único que “diga” se a pessoa tem lúpus. O diagnóstico é clínico e laboratorial, ou seja, depende da escuta dos sintomas, exame físico e de um conjunto de exames que apontam alterações compatíveis com a doença. 

Entre os principais exames solicitados estão: 

  • Hemograma completo (que pode mostrar anemia, leucopenia, plaquetopenia) 
  • Velocidade de hemossedimentação (VHS) e PCR, que indicam inflamação 
  • Urina tipo 1, para avaliar função renal 
  • Dosagem de complemento C3 e C4 
  • Anticorpos antinucleares (FAN) — presente na maioria dos casos de lúpus 
  • Anti-DNA nativo — mais específico para LES 

Esses exames ajudam a montar o quebra-cabeça do diagnóstico. Em geral, são solicitados por reumatologistas, especialistas responsáveis pelo tratamento. 

Diagnóstico precoce muda tudo 

Quando o Lúpus é diagnosticado no início, as crises podem ser controladas com medicamentos imunossupressores, anti-inflamatórios e acompanhamento periódico. O maior risco está nos diagnósticos tardios, quando já há lesão em órgãos importantes. 

Por isso, se você tem sintomas persistentes e inespecíficos, como cansaço, dores articulares, febre leve e manchas na pele, procure um clínico geral ou reumatologista. E, se já recebeu um pedido de exames, não adie. 

Na Trevo, você pode pesquisar o valor dos exames em diferentes laboratórios, com transparência, agendamento online e sem precisar ter plano de saúde.