10 fatores de risco para infarto que não podem ser ignorados

As doenças cardiovasculares continuam entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo. A boa notícia é que muitos dos fatores de risco podem ser identificados e controlados antes que causem complicações.

Nem todos esses fatores podem ser modificados, como a idade ou o histórico familiar. Outros, porém, estão relacionados aos hábitos de vida e podem ser acompanhados com mudanças de comportamento e acompanhamento médico.

Conheça os principais.

1. Pressão alta (hipertensão)

A hipertensão costuma evoluir sem sintomas, mas aumenta significativamente o risco de infarto, AVC, insuficiência cardíaca e doença renal.

Manter a pressão controlada é uma das medidas mais importantes para proteger o coração.


2. Colesterol elevado

Níveis elevados de colesterol LDL favorecem o acúmulo de placas nas artérias, reduzindo a circulação do sangue e aumentando o risco de eventos cardiovasculares.

O acompanhamento é feito por exames de sangue e avaliação médica.

3. Diabetes

A glicemia elevada danifica os vasos sanguíneos ao longo do tempo e acelera o desenvolvimento da aterosclerose.

Pessoas com diabetes apresentam maior risco de infarto e AVC, especialmente quando a doença não está controlada.


4. Tabagismo

O cigarro lesiona as paredes das artérias, favorece a formação de coágulos e aumenta a pressão arterial.

Parar de fumar reduz o risco cardiovascular desde os primeiros meses após a interrupção.


5. Sedentarismo

A falta de atividade física está associada ao aumento da pressão arterial, do colesterol, da obesidade e da resistência à insulina.

A prática regular de exercícios ajuda a proteger o sistema cardiovascular.


6. Excesso de peso e obesidade

O excesso de gordura corporal, principalmente na região abdominal, está relacionado ao aumento do risco de hipertensão, diabetes e alterações do colesterol.

Nem sempre o peso isoladamente conta toda a história, mas ele é um importante indicador de risco.


7. Alimentação inadequada

Dietas ricas em ultraprocessados, açúcar, gorduras saturadas e sódio podem contribuir para o desenvolvimento de diversos fatores de risco cardiovascular.

Uma alimentação equilibrada faz parte da prevenção.


8. Histórico familiar

Ter pais ou irmãos que desenvolveram doença cardiovascular precocemente aumenta o risco individual.

Nesses casos, o acompanhamento médico pode começar mais cedo.

9. Idade

O risco cardiovascular aumenta naturalmente com o envelhecimento.

Por isso, o acompanhamento preventivo costuma ganhar importância conforme os anos passam.


10. Estresse crônico e sono inadequado

Estresse persistente, privação de sono e alguns transtornos relacionados ao sono podem contribuir para pressão alta, inflamação e alterações metabólicas.

Embora não sejam fatores isolados, fazem parte da avaliação global do risco cardiovascular.


Quais exames costumam fazer parte da avaliação cardiovascular?

Os exames variam conforme a idade, sintomas e fatores de risco de cada pessoa. Entre os mais solicitados estão:

A solicitação depende da avaliação médica.

Mesmo pessoas sem sintomas podem se beneficiar de avaliações periódicas para identificar fatores de risco antes que apareçam complicações.

A maioria das doenças cardiovasculares não surge de forma repentina. Elas costumam se desenvolver ao longo dos anos, influenciadas por diversos fatores que podem ser identificados e acompanhados.

Conhecer seus fatores de risco e realizar os exames indicados pelo médico é uma das formas mais importantes de investir na prevenção e na saúde do coração.